quarta-feira, 24 de junho de 2015

VITÓRIA DA BANCADA EVANGÉLICA NO PLANO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO VEJA NA INTEGRA É IMPORTANTE SABER!



Mais uma vitória do deputado pastor Cleiton Collins na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A aprovação do Plano Estadual de Educação com a Emenda Modificativa nº 04, de sua autoria, que retira do texto da lei as referências ao combate à discriminação de gênero e relativa à orientação sexual.O Plano Estadual de Educação foi aprovado nesta quarta-feira (17) pelos deputados da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) sob polêmica. O pastor Cleiton Collins (PP) apresentou no meio da discussão uma emenda ao texto original pedindo a retirada de qualquer referência à questão de gênero do projeto.
Alteração semelhante já havia sido discutida e negada pela Comissão de Constituição, Legislação e Justiça, nessa terça (16). Porém, a nova emenda retornou a pauta, de última hora, e recebeu voto da maioria dos presentes à sessão. Apenas dez deputados se posicionaram contra a emenda.
A discussão esquentou quando o pastor Cleiton Collins apresentou a emenda sem que ela tivesse sido discutida antes na Comissão de Justiça – trâmite obrigatório. Os deputados, então, convocaram a discussão no plenário. Na ausência da titular da comissão, Raquel Lyra (PSB), o vice Ângelo Ferreira ficou à frente e autorizou a votação da proposta do pastor.


Galerias da Alepe com pessoas a favor e contra emenda. Foto: BlogImagem.
A reação dos deputados da bancada evangélica já era esperada. Desde a reprovação da emenda na Comissão de Justiça, eles afirmavam que iriam tentar aprovar novo pedido de modificação do texto original.
A emenda alterou cinco tópicos da matéria original, retirando, entre outras questões, referências ao combate à discriminação de gênero e relativa à orientação sexual.
O principal ponto da polêmica – que a bancada religiosa conseguiu derrubar – é o que fala em “ampliar e garantir políticas e projetos de formação inicial e continuada dos profissionais de educação sobre gênero, diversidade e orientação sexual para a promoção da saúde e dos direitos sociais e reprodutivos de jovens e adolescentes e prevenção de doenças”. O grupo defende que a questão sobre abordagem sexual é atribuição da família e não da escola .
Das galerias, o público estava dividido entre pessoas que apoiavam a aprovação do texto original e outros “em defesa da família”, que se mostravam contrários a qualquer discussão sobre diversidade sexual.

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