.Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) ou TDA, trata-se de um transtorno caracterizado pela clássica tríade de sintomas que inclui: falta de concentração, impulsividade e hiperatividade ou excesso de energia. Nos Estados Unidos cerca de 17 milhões de pessoas sofrem do problema. No Brasil, apesar das estatísticas precárias, calcula-se que 3 milhões de brasileiros tenham esta patologia, no entanto, a maior parte deles não sabe que a tem.
Qual a população atingida?
O TDA ocorre em crianças e adultos, homens e mulheres, rapazes e moças, abrangendo todos os grupos étnicos, camadas socioeconômicas, níveis de escolaridade e graus de inteligência.
Até pouco tempo atrás, achava-se que este transtorno era exclusivo da infância e que no decorrer da adolescência tenderia a desaparecer espontaneamente. Hoje, no entanto, sabemos que apenas 1/3 da população com o TDA a supera na adolescência e 2/3 conviverão com o transtorno por toda a vida.
A condição básica para o diagnóstico do problema em adultos é a história de TDA na infância (antes dos 7 anos). Por este motivo os relatos do paciente, como também o de seus parentes e amigos são tão importantes.
Sinais de alerta para o TDA em adulto
- dificuldades em organizar as tarefas diárias;
- tendência a ser desorganizado e a perder objetos;
- irritação com tarefas repetitivas ou monótonas;
- preferência por ambientes agitados;
- numa conversa, começa a falar antes do fim de uma pergunta ou de uma resposta;
- distração e “sonhos acordados” constantes, principalmente quando está lendo ou ouvindo por obrigação;
- períodos de sonolência durante o dia;
- falhas de memória;
- comportamento impulsivo. Falar e agir sem medir consequências;
- alterações rápidas de humor;
- em alguns casos, envolvimento com drogas (álcool, cocaína e maconha).
O que causa o TDA?
O TDA deriva de um mau funcionamento neurobiológico (da bioquímica do cérebro). O dado mais informativo é que há uma alteração metabólica principalmente nas regiões pré-frontal e pré-motora do cérebro. Como a região frontal é a principal reguladora do comportamento humano, falhas na bioquímica desta região levariam às alterações encontradas no TDA (impulsos e inquietação). Devemos destacar ainda que há forte histórico familiar neste transtorno (carga genética), uma vez que é comum que várias pessoas da mesma família sejam acometidas pelo problema (pais, avós, tios, irmãos).
Tratamento do TDA
Podemos dividi-lo em cinco etapas:
1. Diagnóstico: fazer o diagnóstico é o primeiro passo, pois acarreta alívio considerável à medida que o indivíduo se sente amparado: “finalmente tem um nome para toda essa confusão na minha vida”;
2. Educação (Informação): quanto mais a pessoa aprende sobre o TDA, mais eficiente se torna a terapia;
3. Estruturação: ferramentas práticas como listas, agenda, lembretes, metas, planejamento do dia etc., podem reduzir bastante o caos interior de alguém com TDA, aumentando a produtividade e senso de controle da pessoa;
4. Psicoterapia: consiste num tipo de encorajamento organizado para que as pessoas com TDA prosperem. É como se o terapeuta fosse um “técnico” de um atleta esportivo (coaching);
5. Medicação: o remédio funciona como um par de óculos para uma pessoa míope. Ajuda a reduzir a sensação de turbilhão interior e a ansiedade. Pode proporcionar um alívio profundo e é bastante seguro quando usado de maneira apropriada.
Onde procurar o tratamento?
Como o diagnóstico do TDA se baseia, antes de tudo, na história do indivíduo, é importante que ele procure serviços médicos familiarizados com este transtorno e que exerçam a medicina ao velho estilo (ouvindo o histórico do paciente com atenção e dedicação), pois só assim se fará um diagnóstico correto e um tratamento adequado.
Critérios diagnósticos sugeridos para o TDA em adultos
Para facilitar a identificação do TDA na população adulta, a Dra Ana Beatriz Barbosa Silva sugere uma lista com cinquenta critérios, os quais envolvem não somente os sintomas primários do TDA (desatenção, hiperatividade e impulsividade) como também as situações secundárias que habitualmente advêm das dificuldades crônicas enfrentadas nos diversos setores da vida desse indivíduo.
Nota: Para se caracterizar um funcionamento cerebral TDA é necessário considerar a frequência e a intensidade com que as situações ocorrem e que, pelo menos, trinta e cinco das opções abaixo sejam positivas:
1º Grupo: Instabilidade da atenção
1. Desvia facilmente sua atenção do que está fazendo, quando recebe um pequeno estímulo. Um assobio do vizinho é suficiente para interromper uma leitura.
2. Tem dificuldade de prestar atenção à fala dos outros. Numa conversa com outra pessoa tende a captar apenas “pedaços” soltos do assunto.
3. Desorganização cotidiana. Tende a perder objetos (chaves, celular, canetas, papéis), atrasar-se ou faltar a compromissos, esquecer o dia de pagamento das contas (luz, gás, telefone, seguro).
4. Frequentemente apresenta “brancos” durante uma conversa. A pessoa está explicando um assunto e, no meio da fala, esquece o que iria dizer.
5.Tendência a interromper a fala do outro. No meio de uma conversa lembra-se de algo e fala sem esperar o outro completar o seu raciocínio.
6. Costuma cometer erros de fala, leitura ou escrita. Esquece uma palavra no meio de uma frase ou tem dificuldade em pronunciar palavras muito longas.
7. Presença de hiperfoco, ou seja, concentração intensa em um único assunto num determinado período. Um TDA pode ficar horas a fio no computador sem se dar conta do que acontece ao seu redor.
1. Desvia facilmente sua atenção do que está fazendo, quando recebe um pequeno estímulo. Um assobio do vizinho é suficiente para interromper uma leitura.
2. Tem dificuldade de prestar atenção à fala dos outros. Numa conversa com outra pessoa tende a captar apenas “pedaços” soltos do assunto.
3. Desorganização cotidiana. Tende a perder objetos (chaves, celular, canetas, papéis), atrasar-se ou faltar a compromissos, esquecer o dia de pagamento das contas (luz, gás, telefone, seguro).
4. Frequentemente apresenta “brancos” durante uma conversa. A pessoa está explicando um assunto e, no meio da fala, esquece o que iria dizer.
5.Tendência a interromper a fala do outro. No meio de uma conversa lembra-se de algo e fala sem esperar o outro completar o seu raciocínio.
6. Costuma cometer erros de fala, leitura ou escrita. Esquece uma palavra no meio de uma frase ou tem dificuldade em pronunciar palavras muito longas.
7. Presença de hiperfoco, ou seja, concentração intensa em um único assunto num determinado período. Um TDA pode ficar horas a fio no computador sem se dar conta do que acontece ao seu redor.
FONTE -DANNA BETARIZ
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