terça-feira, 27 de maio de 2014

Modelo Brasileira é Presa na China

Amanda GRiza chegou em Florianópolis pro volta das 21h30 desta segunda-feira (26) (Foto: Patrícia Pozzo/G1)

Após 17 dias de detenção em uma penitenciária chinesa, a modelo gaúcha Amanda Griza retornou ao Brasil nesta segunda-feira (26). Ela foi detida sob a acusação de trabalhar ilegalmente na China, pois entrou com visto de negócios naquele país. Segundo o pai, Edson Griza, eles exigiram um visto de trabalho específico para a função. A jovem chegou a Santa Catarina, onde a família vive, por volta das 21h30 e foi recepcionada em Florianópolis pelos pais, avós paternos, sobrinha, tia amigos e a madrinha.
Amanda não segurou a emoção ao reencontrar os pais. Ao lado de Edson e Helena Griza, ela desabafou e contou breviamente como foram os 17 dias de prisão. Segundo a jovem, ela ficou em uma cela onde permaneciam entre 10 e 14 detentas. "Sempre entrava e saía pessoas", relembrou.
A modelo brasileira também relembrou momentos de tensão na sala de imigração. “Passamos oito horas na sala, sem saber o que estava acontecendo”. Após seguiram de ônibus para a delegacia de Pequim, onde foram mais 24h de tensão. “Lá as pessoas gritavam efalavam em Russo, eu não entendia nada. Realizamos exames de urina para ver se alguma das meninas estava grávida”. Segundo ela, depois de ter assinado alguns documentos foi transferida para a penitenciária do país. Os policiais do local tentaram queimar as modelos com cigarro e algumas foram agredidas. No total eram 31 jovens de várias nacionalidades. Antes da chegada a Florianópolis, o pai já havia adiantado que a jovem passou dois dias sem dormir e sem comer até ser transferida para uma penitenciária.Foram dois meses e meio de trabalho maravilhosos. Fiz amigos para o resto da vida e não me arrependo de nada. E depois vivi esse pesadelo de ser presa e não saber quando ia sair”, garante Amanda.
Quando questionada se continuará a ser modelo, a gaúcha se mostrou em dúvida. Ela diz ainda não saber o que fazer. Segundo a jovem, esta é uma profissão que "ama muito", mas não tem certeza, no momento, se permanecerá na carreira.No Aeroporto Internacional Hercílio Luz, na capital catarinense, a chegada da garota de 19 anos era esperada desde as 20h. No saguão, os pais, Edson e Helena, eram um misto de alívio, angústia e saudade. “É estranho. O nosso coração agora está calmo, mas temos receio de como ela vai chegar. A Amanda é uma garota inteligente, forte e tranquila. Só que foi um baque muito grande”, relatou o pai, cerca de meia hora antes da filha desembarcar no estado que a família escolheu para viver há sete anos.
Amanda chegou ao Brasil, por volta das 17h, em São Paulo. Lá, ela foi recepcionada pelo agente internacional independente que a auxiliou na ida ao país asiático. O profissional passou cerca de duas horas com a garota até ela embarcar para Santa Catarina.
Todo o percurso, da China a Santa Catarina, foi feito de forma solitária. Amanda Griza saiu da Penitenciária chinesa no domingo (25), por volta das 19h30 (horário local; 8h30, no horário de Brasília). Escoltada pela Polícia inteligente do país asiático e pela vice-cônsul brasileira, Carmelita Pollicott, ela embarcou em Pequim rumo ao Brasil sem acompanhantes.Amanda estava na China para trabalhar como modelo durante seis meses. Os quatro primeiros seriam em Pequim e os dois últimos em Hong Kong, mas em 8 de maio de 2014, ela foi detida. A brasileira fazia parte de um grupo de modelos convocado para participar de uma seleção em Pequim, que na verdade se tratava de uma ação policial em um casting falso. Agentes públicos daquele país simularam a seleção para prender as garotas que, segundo as autoridades chinesas, estariam trabalhando de forma ilegal
fonte G 1

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