Uma missa celebrada pelo Papa Francisco na manhã deste domingo na Catedral de São Pedro deu início a um encontro em que líderes católicos vão rediscutir a visão da Igreja sobre uma série de assuntos polêmicos. Sob o tema família, durante duas semanas o Sumo Pontífice e cerca de 200 cardeais, bispos e outras autoridades eclesiásticas abordarão assuntos como contracepção, sexo antes do casamento, divórcio e a aceitação da homossexualidade, numa reunião em que são esperados embates entre conservadores e liberais em preparação para sínodo marcado para outubro do ano que vem.
Durante a missa, o Papa pediu para que os líderes da Igreja não se limitassem a “discutir belas ideias” e usassem de “liberdade autêntica e humilde criatividade” na busca de um consenso nestas questões diante de um crescente rebanho de fiéis que, embora se declarem católicos, desafiam os preceitos ditados pelo Vaticano sobre muitos destes assuntos.
O sínodo é dedicado à família porque ela mudou muito da maneira que era há 33 anos – disse o cardeal Lorenzo Baldisseri, indicado pelo Papa para administrar a reunião de 2015, numa referência à última vez que os líderes da Igreja se reuniram para discutir estes assuntos, em 1980, durante o papado de João Paulo.
Pensai
numa mãe solteira que vai à Igreja, à paróquia e diz ao secretário:
Quero batizar o meu menino. E quem a acolhe diz-lhe: Não tu não podes
porque não estás casada. Atentemos que esta mãe que teve a coragem de
continuar com uma gravidez o que é que encontra? Uma porta fechada. Isto
não é zelo! Afasta as pessoas do Senhor! Não abre as portas! E assim
quando nós seguimos este caminho e esta atitude, não estamos fazendo o
bem às pessoas, ao Povo de Deus.
Quem se aproxima da Igreja deve encontrar portas abertas e não fiscais da fé!" (Papa Francisco)

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