BRASÍLIA - Levantamento feito pelo Ministério da Saúde em outubro mostra que 44% dos 1.463 municípios que fizeram o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa) estão em situação de alerta ou de risco para dengue e febre chikungunya. De acordo com trabalho, dez capitais estão em estado de alerta, em razão do alto grau de criadouros encontrados no levantamento: Maceió, Natal, Recife, São Luís, Aracaju, Vitória, Cuiabá e Porto Alegre, Belém e Porto Velho. Há ainda algumas capitais que não enviaram as informações. "Os dados são considerados essenciais para tentar nortear o trabalho de combate aos criadouros do mosquito transmissor das duas doenças. O momento é agora para reduzir os riscos, antes de o período das chuvas chegar", disse o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.Além do levantamento, o ministério lançou uma campanha de alerta para o combate dos mosquitos, sob o mote "o perigo aumentou", em uma alusão direta ao risco de o país enfrentar, no próximo verão, epidemias simultâneas das duas doenças, a dengue e febre chikungunya. "Não podemos desconsiderar que temos o duplo risco neste ano", disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro. Ao apresentar os números, ele chamou a atenção para a necessidade de se reforçar estratégias de prevenção nas áreas afetadas por problemas de abastecimento de água. "É preciso olhar armazenamento de água, medidas de proteção, com o uso de tela."Dengue x febre chikungunya. Chioro alertou também para a necessidade de se diferenciar as duas doenças, que apresentam uma série de sintomas comum, além dos mesmos agentes transmissores, Aedes aegypti e Aedes albopictus. "Vivemos uma situação delicada para equipes de saúde, sejam públicas ou privadas", disse Chioro.
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