Rede Globo interrompe a programação deste domingo a cada 40 minutos para convocar, ao vivo, a população a participar dos protestos pró-impeachment em todo o Brasil. Texto usado por repórteres em todas as cidades foi idêntico: "manifestação pacífica, contra a corrupção, com mulheres, idosos e crianças pedindo democracia e fora Dilma"
Alex Escobar, que esteve à frente do Esporte Espetacular neste domingo, passou mais tempo chamando a atenção para os protestos do que apresentando o programa esportivo
A Rede Globo entrou de cabeça na cobertura das manifestações que pedem o impeachment de Dilma Rousseff neste domingo em várias cidades do Brasil. A emissora mobilizou, como há muito tempo não se via, toda a sua estrutura com o objetivo de ampliar a visibilidade dos atos. Quase 100% dos seus jornalistas estiveram de plantão.
Durante o Esporte Espetacular, programa exibido tradicionalmente pela emissora nas manhãs de domingo, o esporte se transformou em pauta secundária. As chamadas ao vivo sobre os protestos, em tom de convocação, tomaram a maior parte da programação.
Nas entradas em todas as cidades onde aconteciam mobilizações, os microfones da emissora captaram gritos de guerra contra o atual governo e xingamentos contra a presidente. Em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, foi possível ouvir “Ei, Dilma, vai tomar no **”.
O texto usado pelos repórteres das afiliadas da emissora para relatar as mobilizações foi idêntico: “manifestação pacífica, contra a corrupção, com mulheres, idosos e crianças pedindo democracia e fora Dilma”.
Não se sabe se Bob Marley apoiaria a causa de Bretas, mas é fato que entre os princípios editoriais da Globo não está a “isenção” que tanto prega.
Ao observar os atos de domingo e comparar a realidade das ruas com a empolgação da transmissão global, o professor universitário Gilberto Maringoni, ex-candidato do PSOL ao governo de São Paulo, foi quem melhor resumiu o panorama dos atos contra Dilma. “A manifestação principal não está nas ruas, está na TV”, disse.
CHAMA-SE TV GLOBO.
FONTE - SITE PRAGMATISMO
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